Entenda o que é slow travel e o que esse perfil de viajante procura

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Você já deve ter passado pela sensação de tirar férias, viajar, cumprir uma longa maratona de compromissos turísticos e voltar para casa mais cansado do que quando saiu. É justamente esse tipo de sentimento que o slow travel quer evitar.

O conceito tem inspiração no movimento slow food, em que as pessoas se propõem a apreciar mais as refeições, desde o preparo dos alimentos até a degustação, prestando atenção nos sabores e nas texturas. No caso do slow travel, trata-se de deixar o guia turístico de lado e conectar-se melhor com o local.

Neste artigo, vamos explicar melhor o que é slow travel, o que esse tipo de viajante procura e o que uma agência de turismo receptivo pode oferecer a ele. Acompanhe!

O que é slow travel?

Assim como a proposta do slow food na gastronomia, o slow travel propõe que o viajante desacelere e procure “saborear” o local em que está. Isso significa, entre outras coisas, abrir mão de um roteiro fechado e acelerado de visitas a pontos turísticos, especialmente àqueles que não têm a ver com o seu perfil.

Por exemplo: por que ir a um caríssimo musical da Broadway se você nem é muito chegado a musicais? Nova York é uma cidade repleta de atrativos, então, é possível escolher com muita calma aqueles que se relacionam melhor com você.

O que um “slow traveller” procura?

Quem adota essa filosofia quer voltar para casa com a sensação de que realmente conheceu o lugar para onde foi, e não apenas passou dois dias ali, indo de uma atração à outra. Veja algumas características de quem opta pelo slow travel:

  • roteiro tranquilo e aberto: esse tipo de viajante foge da maratona de atrações, permite-se fazer poucas coisas em um dia e curtir mais o destino. Além disso, mantém um roteiro aberto, podendo fazer o que parecer atraente naquele momento;
  • hospedagens alternativas: preferir alugar uma casa ou um apartamento a ficar em um hotel é outra característica. Dessa forma, o viajante não se prende aos horários e às regras dos hotéis e ainda pode comprar comida nos mercados locais, cozinhar em casa e economizar;
  • preferência pelo transporte público: andar a pé e usar o transporte público são as melhores formas de conhecer um lugar e também, claro, de economizar;
  • alimentação local: os slow travellers preferem o pequeno restaurante local à grife badalada internacionalmente e ficam bem longe das redes de fast food;
  • conexão com a natureza: muitos desses viajantes querem se conectar com a natureza e procuram destinos que proporcionem isso, dando também preferência a hotéis eco-friendly.

Como uma agência de turismo receptivo pode atender a esse público?

As agências de turismo receptivo precisam estar atentas a esse tipo de público, que requer um atendimento diferenciado. Aqui, oferecer apenas um bus tour que aponte os principais pontos históricos não funcionará.

É preciso pensar em destinos que fujam das listas mais óbvias, que não estejam cheios de turistas e que ofereçam uma experiência única. Uma forma de ajudar esse viajante é oferecendo traslados e transportes para chegar a regiões de difícil acesso, criando uma facilidade para que ele consiga desfrutar desse momento com mais conforto e comodidade.

Outra maneira de chegar a esse público é fechando parcerias com hotéis design ou eco-friendly, oferecendo atrações que agradem a esses viajantes. Uma dica é pensar em programações diferentes com um toque de experiência local, como passar um dia com produtores regionais para colher alimentos frescos.

Agora, você já sabe o que é slow travel e pode preparar a sua agência de turismo receptivo para atender aos desejos desse público, atingindo um nicho que tem ainda muito espaço para ser explorado.

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